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25.12.09

21.12.09

Loose Anatomy Sketch

Esboço de anatomia feito só por diversão, sem usar referências, só de lembrança.

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Anatomy sketch made just for fun, without using references, from the top of my mind.

17.12.09

Lendo um poema / Reading a Poem


Clique no canto esquerdo da imagem para ver uma versão P&B.

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Click in the image's left corner to see a black-and-white version.

14.12.09

Sketch - Conversa pisciana (Pisces Talk)


- Tô cansado de sofrer, sabe?
- Sei, sei bem como é.
- Sofrer à toa...
- Aham.
- E de ser romântico também. O romantismo é uma das piores doenças do espírito.
- ... É?
- É. Faz você idealizar tudo, delirar, sonhar demais, cultivar sentimentos que
acabam sempre se chocando com a realidade. Com a total falta de romantismo das
pessoas. As pessoas não vivem movidas por ideais de beleza e grandeza. Vivem movidas por um senso prático, de sobrevivência e disputa. De ganho imediato, interesses...
- Porra. Quase um manifesto isso que você falou.
- ...
- Não, não se reprima, continue.
- Pois é... Acho que era só isso mesmo.
(Silêncio)
- Vamos ali no Lacusto's tomar umas?
- Vamo.
- E pensar sobre isso que você falou, claro.
- Aham. Vamo lá.

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(Sorry about the weird translation)

- I cant't stand anymore... suffering.
- I know, I know exactly how you feel.
- Suffering for nothing.
- Aham.
- And I'm tired of being romantic, also. Romanticism is one of the worst diseases of the soul.
- ...Is it?
- Yeah, it makes you idealize everything, makes you rave, nourish feelings which will always smash themselves against reality. With people's complete lack of romanticism. People don't live moved by ideals of beauty and grandeur.They live moved only by a sense of practicality, pragmatism, a sense of survival and dispute. A sense of immediate gain, of social status interests...
- Wow. Your speech sounded almost like a mission statement.
- ...
- No, no, don't restrain yourself, go ahead.
- Well... that was my point. I think I've said it all.
(Silence)
- Let's go and drink some beer on Lacusto's.
- Ok. Let's go.
- And think about the stuff you've said, of course.
- Of course. Let's go.

12.12.09

Buracão (Big Hole Beach) - Ilustração para o post anterior




Pequena Tentativa de Entender Mais o Mar

Hoje fui à praia às 4h da tarde. Horário um pouco tarde demais, para o que em geral prefiro.
O sol já esfriando, mas ainda dava pra nadar.
É impressionante o poder da combinação mar-sal-sol-areia-horizonte-vento-ondas-pedras.
É uma experiência simples e ao mesmo tempo riquíssima furar as ondas revoltas quebrando no raso,
mergulhar, "pegar uns jacarés" (deslizar nas ondas com a palma da mão), mergulhar até o fundo, nadar
até as pessoas ficarem do tamanho de formigas na praia.

É uma experiência sensorial que começa pelo visual, com o sol quase ofuscando as vistas (os raios que
pingam nos meus olhos) e os raios que o sol derrama sobre o mar é como um saco de diamantes
derramado no chão: centenas de pontos cintilantes, tão brilhantes que parecem gotas de luz.
Gotas de mercúrio flutuando sobre as ondulações, sem afundar nem se misturar.
Ontem percebi que apesar do contraste das coisas diminuir em direção ao horizonte, as partes refletindo
muita luz continuam bem claras. Pelo menos na praia que eu vou. :-)
E a experiência continua intensa, agora sonora: as ondas quebrando no ouvindo, o "UOOOOOO" dos tubos
formando (nessa praia as ondas quebram grandes e em tubos bem-feitos no raso, praticamente na areia,
algumas pessoas ficam até com medo de entrar na água). Esse ronco dos tubos é demais,
é uma massagem praticamente, nos ouvidos.
É um som cheio, denso, um som de vento raspando em alguma coisa, ao mesmo tempo de ebulição, furor
de um líquido se despedaçando em partículas, cada uma também raspando no vento.
O som ambiente de pessoas conversando, rindo e o estampido leve das raquetes de frescobol enriquece
com uma espacialidade a mais. Se fechar os olhos, dá pra perceber de que lado vêm as vozes e onde cada
uma está mais ou menos.

Mergulhando, perde-se foco, mas ganha-se luz, luz difusa, e liberdade. É como voar. Só se toca o chão se
quiser. E os cortes brilhantes, as rachaduras da refração da superfície do mar sobre a pele torna ainda mais
bonita a visão. Parece que a luz está acariciando sua pele, te batizando.
Tudo fica limpo. É só luz e névoa até onde a vista alcança (nessa praia, não tem muitas pedras
aparentes no fundo em alguns trechos).
O espetáculo torna-se físico. O esforço de avançar, mergulhado, a cada braçada, ao mesmo tempo
cada vez mais tentando deslizar sem atrito, ficar mais como uma flecha.
(Não, eu não fumei nada, só estou descrevendo uma coisa que gosto e que já vivi milhões de vezes.
Tentando pelo menos. Tentando explicar racionalmente porque é uma experiência tão legal e mais completa
que ir num cinema, por exemplo, em termos de espetáculo sensorial).

Furar uma onda que veio formando grande demais também é muito legal. Uma espécie de comunhão com o
mar: uma forma de se curvar ante o seu poder e reverenciá-lo. Apesar de líquidas, as ondas têm um grande
poder, um poder de impacto, um poder que vem da sua dinâmica, energia cinética e dimensão. O poder da
coletividade das partículas (uma gota não derruba, milhares de gotas juntas, vindo girando e
desabando, podem fazer você voltar pra casa com a cara ralada - uma onda acho que seria um símbolo
bem legal para a democracia, hehehe).

Depois de umas braçadas, meio ofegante, volto pra areia pra descansar e tomar sol. Mais uma experiência
singular: o sal na pele parece que aumenta a sensação de o sol estar queimando a pele. Mais uma espécie
de batismo e purificação. Um banho, só que um banho de luz. Presto atenção nos grupos em volta: um
cara sozinho tocando violão, outro chega e senta ao seu lado para escutar (daqui, não escuto nada do
que ele toca, nada - talvez pelo vento, som das ondas e vento sibilando no meu ouvido ajudando a abafar
sua música). De outro lado, uns "playboys" conversam papos puramente pragmáticos e de reforço: "ô,
velho, colé!", "ah, aí não!", "só! e você disse o quê?", "rapá, se fosse eu...". São praticamente mantras de
tantas vezes que foram repetidas exatamente assim, essas frases. Já escutei-as com pouquíssimas
variações milhares de vezes desde que nasci.

É difícil enumerar todos os espetáculos: as ondas "entubadas" quebrando numa pedra imensa e tão plana que
mais parece uma mesa com uma toalha cujo pano cobre suas pernas. Em cima, reflete como um espelho,
na lateral, quando a onda se vai, deixa fios de água espumante escorrendo, cada vez menos espumante e mais
fina, como mini-cachoeiras.

Pegar um jacaré até o fim mesmo da onda, quebrando no seco, também: um certo estado interior de alerta, pra
não capotar, e ao mesmo tempo uma perda de chão e uns giros até ficar quase de cabeça pra baixo, dentro
do espumão da onda quebrando.

Nadar até o fundo. Cada dia tenho conseguido nadar mais, cada dia menos sedentário. Me lembro que já nadei
uma vez até muito longe (faz anos), tão longe que enxergava a praia da próxima enseada, depois da
ponta distante que avança sobre o mar. Algo ridículo se um atleta visse, mas um feito para um cara comum.
Sei lá, uns 100 metros mar adentro. Algo assim. Quanto mais longe, a praia fica mais legal. As pessoas
e casas na colina em frente à praia vão virando miniaturas.
A total falta de integração entre o estilo arquitetônico das casas ali fica cada
vez mais evidente. Casas coladas umas às outras, mas com estilo e "paleta de cor" totalmente variada.
Não é como um condomínio residencial. São casas feitas em épocas bem diferentes, parece.

Salvador parece que está ficando uma cidade estranha. Um boom de prédios sendo construídos, bairros inteiros
surgindo de vez, e cada vez mais carros. Muita mata virgem sendo derrubada pra fazer condomínios. Lugares
que quando eu era criança eram dunas, hoje estão cheias de casas num estilo estranho, feias, cafonas.
É triste, de verdade.
Uma obsessão por carros, por fazer tudo usando carro. Paraplégicos voluntários. Uma mania que parece coisa
de emergente, novo-rico. O status gira em torno do carro. A utilização e configuração do espaço é em função
de carros, invadida por carros. E tudo sempre engarrafado. Sempre teve isso, mas costumava ser menos assim.

Mas, felizmente, o que sempre foi a melhor coisa pelo menos parece que continua igual: o mar.
Algumas praias soube que estão quase impossíveis de frequentar, de tão cheias (nos fins-de-semana), mas
em algumas, esse "cinema interativo" que é o mar ainda é igual, graças a deus.

O mar.

Pra completar esse texto, percebendo que o mar é pra mim uma igreja, uma catedral gótica,
um templo zen-budista, um lugar pra me calar e contemplar, ir e voltar calado - sem exagero,
tenho um sentimento religioso toda vez que me silencio, silencio o fluxo de pensamentos para admirar,
escutar, cheirar, ver, tocar, empurrar e me cegar com o mar.
Falando secamente: semanas indo na praia quase todo dia. É uma obra de arte indescritível e dinâmica, viva,
forte, furiosa e delicada, leve ao mesmo tempo, e
que não sei porque, mas lava e cura a alma, um dia ainda vou entender o porquê disso - ...
Percebendo isso, aqui vai uma música de um criador fluido, livre, intenso e dinâmico como o mar
(e que música linda, conturbada e intensa, parece com a vida, com suas ondas de dentro
quebrando, quebrando na alma, e parece com o mar):



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Today I went to the beach at 4 pm. It's a late hour to go to the beach, a little later than I usually prefer.
Sun is getting colder, but it's still fine to swim.
It's amazing the power of this mix: sea-salt-sun-sand-horizon-wind-waves-rocks.
It's a simple and yet so rich experience to cut the waves breaking in the shallow, dive into them like an arrow,
just before they hit the dry sand, dive, "pick some alligators" (it's how we call here the act of gliding in the waves
using the palm of the hand to lead us), dive until reaching the deep section, swim until people get as small as
ants.

It's a sensory experience that starts visually, with the sun almost blinding the eyes (the rays which drip into my
eyes) and the rays which the sun pour over the sea is like a bag of diamonds spilled over the floor: hundreds of
shining spots, so bright that look like drops of light.
Drops of mercury floating over the waves, without sinking nor mixing.
Yesterday I noticed that, despite contrast dimishes towards the distance, towards the horizon, the bright spots
still look almost as bright as the close ones. At least in the beach I go here.
:-)
And the experience keeps its intensity, now a sound experience: the waves breaking in the ear, the tubes making
"WOOOOOO" (in this beach the weaves fall big and in smooth tubes in the shallow depth, practically in the dry
sand - some people don't even dare entering the water). This grumble from the pipes is awesome, it's practically
a massage in the ears.
It's a fuller sound, dense, a sound of wind grazing over something, at the same time a sound of something boiling,
the fury of a liquid smashing in hundreds of particles, each of them also being scratched by the wind.
The ambient sound of folks talking, laughing and the subtle pop of a rubber ball over rackets, enrich the experience
even more with a spatial quality. If I close my eyes, I can notice the direction of each voice and to some degree
their distance.

Diving, you lose focus, but you gain light, diffuse scattered light, and freedom. It's like flying. You only touch
the ground if you will. And the shiny cuts, the fractures of light from the refraction from sea surface over the skin,
makes the view even more beautiful. Looks like the light is fondling, caressing the skin, baptising me.
All is clear. Only light and fog where there's the eyes reach (in this specific beach, there's not much immersed
rocks in some areas).
The spectacle gets physical. The effort of advancing, immersed, at each arm move, at the same time trying to
glide without water resistance, each time more like an arrow.
(No, I didn't smoke anything, I'm only trying to think about and describe this experience, which I've lived so many
times, as I grew up living in front of beaches - at least trying to illustrate rationally, because it's so complete
as a sensory experience, maybe even more than going to see a movie in a theater).

Cut through, dive into a wave that was getting bigger and bigger, too big, is also very cool. A kind of communion
with the sea: a way of cringing in face of its power and enshrine it, worship it.
Despite being liquid, waves have a great power, a power from impact, a power from its dynamics, kinetic energy
and dimensions. A power born from their collective character (a drop won't knock you down, but millions of
drops together, coming in spinning streams and collapsing volumes, can make you go back home with a
grazed face - I guess a wave would be a great symbol for democracy, hehehe).

After some minutes swimming, kind of breathless, I go back to dry land, to rest and tan. Another unique
experience: the salt in the skin seems to amplify the feeling of sun burning the skin.
One more kind of baptism and purification. Like take a shower, but a shower pouring light.
I pay attention to the groups of people around: a guy alone playing guitar, another one come and sit close
to him to listen (from here, I can't hear it, nothing - maybe because of the wind, the sound of waves and the
wind hissing in my ear are muffling his music). In another side, some playboys chat, and their sentences are
kind of purely pragmatic and of masculinity reinforcement: "C'mon, man!", "Oh, No way, c'mon!", "Yeah, man,
and what you've told him back?" (regarding a fight situation), "Dude, If the trouble was with me...". These
kind of sentences are practically mantras: I've been hearing them so many times, thousands of times since
I've been born, with almost no variation in their structure.

It's hard to list all the spectacles: the "tubey" waves falling in a huge rock, so plain that it looks like a table
with a table cloth that reaches to its feet. Over it, it reflects like a mirror, and in the sides, when a fallen wave
goes away, it leaves strands of foamy water flowing, each time less foamy and thinner, like mini-waterfalls.

"Pegar jacaré" (to pick up alligators - glide in waves) until the end of the wave, falling in the dry sand, is also
an experience: A bit of alertness, so that you do not overturn, and at the same time a feeling of loosing ground
and some spins that end up with you almost upside down, lost inside of the big seafoam volume left by the
collapsing of the wave.

Swim to the deeper parts. Each day I'm swimming farther, each day less sedentary. I recall that once I used
to swim very far from the beach (years ago), so far that I was able to see the next beach after the rocky
peninsula that separate this beach from the next, in the next cove. I covered a distance that an athlete probably
would find a ridiculous feat, but I guess it was a huge feat for an average guy.
Something like 100 meters (109 yards) far from the shore, I guess. The farther from the shore, the better it is
to gaze the beach. People and houses start to turn into miniatures. The complete lack of integration between
the houses' architectural styles get much more noticeable. Houses almost glued together, but with a style
and color palette very very funky and diverse.
It's not like planned stuff, like a condo. Each house seem to have been made in a very different decade from the
others.

Salvador is turning into a weird city. An explosion of towers being built, entire neighbourhoods arising at the same
time, and each time more cars. Lots of original forest being cut down to give their place to condos. Places that
used to be basically made of dunes, now are full of weird houses, ugly, trashy, cheesy houses.
It's really sad.
An obsession for cars, for making everything using a car. Disabled people by free will. A mania that looks like
stuff from social climbers, emergent new riches. Status revolves around cars. The using and configuration of the
spaces is determined by cars, invaded by cars. And there are bottlenecks everywere. It's a plague.
This is nothing new, but it used to be a weaker, subtler thing.

But, fortunately, the best thing here is still the same: the sea.
I've heard that some beaches that were "usable" now are so crowded that are almost "condemned" to use in a
weekend, but in some others, this great interactive movie theater which is the sea is still the same, thanks god.

The sea.

To complete this writing, and noticing that the sea is for me a church, a gothic cathedral, a zen-budist temple,
a place to shut up my mouth and contemplate, gaze, a place to go and come back quiet, muted - without
exageration, I have a religious feeling each time a get quiet, silent the flux of thoughts to stop and gaze,
hear, smell, touch, push and get blinded by the sea and sunlight. I'm going to the beach almost everyday for
some weeks now. It's an indescribable "work of art" and dynamic, lively, strong, furious and delicate, and soft,
and that - I still don't know why - is great for washing and healing the soul. I'm still going to understand why
this happens one day, I hope.
And also for noticing this, here goes a song by a fluid, free, intense and dynamic composer, as much as the
sea (and pay attention, what a beautiful song - looks like life, with its waves spinning, breaking and collapsing
inside of us, smashing in the soul, as the waves in the sea):

(video is embedded above)

Speedpaint: Ice


Esboço bem rápido. Esse saiu num clima meio monstros SA.

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Very rough sketch. I guess it ended up with a Monsters Inc feel.

5.12.09

Sketch rápido: Obá de Ketu (King of Ketu)

Sendo feito:
http://twitdraw.com/vzz65x
O segundo, desenvolvi a partir do twitdraw, no photoshop.


Esse é pra meu pai, Enéas, que ilustrou o livro Oxossi, O Caçador (há cerca de 28 anos - ou seja: eu tinha 1 ano de idade). No livro, a lenda é contada por Pierre Verger, um dos mestres da fotografia (e também grande estudioso da cultura africana).
O desenho acima não é exatamente uma cena da lenda, mas é "no clima".

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Being done:
http://twitdraw.com/vzz65x
The second one is a further development in photoshop starting from the end result in twitdraw.

This one is for my father, Enéas, who illustrated a book about the legend of Oxossi (Oxowusi), an african yoruba god, about 28 years ago - I was a 1 year old baby then. The legend is narrated in the book by Pierre Verger, a master photographer (also a great expert in african culture). The sketch above is not exactly a scene from the legend, but it's kind of in its mood.

25.10.09

Hermes e Renato - Logos animados








Animações para Hermes e Renato, mtv, freelance para a produtora Piloto.
Esse freela foi muito legal de fazer, principalmente porque curto muito o trabalho deles, o estilo de humor, criativo, tosco e espontâneo, e tudo mais. Já me garantiram crises de riso, e faz anos que acompanho o trabalho deles. Tela class (Garras do Baitola, Memórias de Um Ninja Loki, Um Capeta em Forma de Guri etc etc), O Clube da Luta, Joselito, Tolerância Mil, Escola de atores Silvester Stalone, Faculdade de Churrasco. O que vi ultimamente e achei mais legal foi o programa de auditório "A Hora do Show", com o Bandido da Luz Vermelha, um daqueles quadros com parentes e amigos dando depoimentos pra emocionar o cara: http://www.youtube.com/watch?v=zvKmkR2u5MU.

Trabalhei desde a pré-produção até a pós. O briefing era: desenvolver texturas inusitadas e bizarras envolvendo o logo, em cima dos tipos do logo mesmo. Propus algumas idéias e as que foram aprovadas, desenvolvi em layouts de concepção, dirigido por Rodrigo Pimenta. Os layouts estão acima. Clique nos cantos da imagem para ver os outros layouts. Alguns elementos foram discutidos e pensados e se desenvolveram/mudaram dos layouts para as animações finais.
Quem conhece bem o trabalho de Hermes e Renato vai perceber que muitos dos elementos dos logos fazem referência a quadros deles, não literalmente, mas fazem, como o clip "Evil Papagali", do Massacration, "Faculdade de Churrasco" etc etc.

Na etapa de transpôr a visão dos layouts para as animações em 3d, tive a ajuda de um amigo generalista e animador de personagem também, Fernando Faustino (Ferpulha), com alguns elementos, principalmente animação e rig, mas alguns modelos também. Nas páginas do Vimeo tem os créditos mais detalhados do 3d.
Resumindo, trabalhei com criação, design de concepção, todas etapas do 3d e também pós, compondo os passes e aplicando correção de cor e alguns truques no After.
Logo que conseguir os créditos completos da equipe coloco aqui, ou no Vimeo.

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CG animations for Hermes e Renato, a comedy tv show on MTV, a freelance work for Piloto.
This was a very cool freelance, because I enjoy a lot their approach, creative, rough, spontaneous, and more. I owe them some moments of compulsive laughing and I've been following their show for many years. Unfortunately, I believe there's no translation of their shows to languages other than portuguese, anyways you can check the shows here.

I've worked through all the process, since pre-production until post. The briefing was: to create weird, bizarre textures over their logo. I suggested some ideas, some were chosen and them the task was to develop them into full-fledged CG animations. You'll notice some elements changed/developed since the initial concept layouts (click in the image corners to see the other layouts).People who know well Hermes e Renato's work will notice some elements make reference to some of their episodes.

In the CG/production stage, a friend (also generalist and 3d character animator) joined the team: Fernando Faustino, a.k.a. Ferpulha, helping basically with character animation and rigging, but also modeling of some elements. For complete CG credits go to the Vimeo pages.
In brief, I've worked with creation, conception, all CG stages and also post-prod., compositing the passes and making color corrections, tricks etc.
As soon as I have the complete team credits I'll post it here.


Conception Layouts:


Ilustrações - O Dragão do Ventre de Ouro




Ilustrações finais para o livro O Dragão do Ventre de Ouro, de Eric A. A. Oliveira, publicado pela Solisluna Editora.
A terceira imagem é a ilustração da capa, com o dragão feito de uma nuvem de vagalumes.

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Final illustrations for the book O Dragão do Ventre de Ouro (could be translated as "The Dragon of the Golden Belly" or "Golden Belly Dragon"), by Eric A. A. Oliveira, published by Solisluna Editora (Publishing).
The third image shows the cover illustration, with a dragon made from a cloud of fireflies.

Design Sketches - O Dragão do Ventre de Ouro





As duas primeiras imagens são esboços para cenas ilustrando uma sequência onde o personagem principal do livro escapa de um liopleurodonte (um animal marinho que realmente existiu, acredita-se ter sido o maior predador marinho de todos os tempos), escalando uma corda de uma caravela. A cena com a criatura trespassada pelo mastro não é totalmente fiel ao que acontece no livro, no livro o liopleurodonte não morre etc.

As duas imagens seguintes são os primeiros estudos para o design dos dragões, antes de fazer algumas ilustrações para o livro O Dragão do Ventre de Ouro, escrito por Eric A. A. Oliveira, a ser publicado em breve pela Solisluna Editora.
Bem longe do visual final, mas achei legal postar aqui, para mostrar as tentativas e experimentações com o design dos dragões. O primeiro está mais cômico do que ameaçador. O segundo, apesar de baseado na estrutura de um dinossauro real, ficou parecendo bastante com uma galinha (de certa forma, um descendente direto dos dinossauros, segundo alguns: http://www.ucmp.berkeley.edu/diapsids/avians.html).
Caso interessante de como a opção por uma anatomia mais realista, mais plausível e provável, pode entrar em conflito com as necessidades "simbólicas" de um personagem, especialmente os de um gênero ou espécie já célebre. Todos pra quem mostrei acharam pouco ameaçador demais e parecido com uma galinha.
É impressionante como apesar de ninguém ter visto um dragão e todo mundo crer que sejam seres fictícios, ao mesmo tempo, todo mundo tem bem claro os signos que compõem um dragão (asas de morcego, aspecto de réptil, muitos dentes afiados etc) e procuram estes elementos logo que olham pra um dragão. Não descartaria um dragão que pareça muito com um dinossauro, acho legal fugir do cliché. Mas, infelizmente, desde o início queria que ele parecesse ameaçador, perigoso, "predador".

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The first two pictures are sketches for the scenes illustrating the action sequence when the book's main character is chased by a liopleurodon (a sea creature which really existed, and is believed to be the biggest marine predator of all times). The boy escapes from it climbing a rope hanging from a caravel (a ship like a galleon). The cene with the creature dying, with the mast through his throat, isn´t completely true to the book - I was experimenting with drama elements etc.

These are the first character design studies, before making final illustrations for the book O Dragão Do Ventre de Ouro (something like: "The Dragon of the Golden Belly"), by Eric A. A. Oliveira, to be published soon by Solisluna Publishing.
Very far from the final designs, but I´ve thought it would be interesting to post them here, to show the trials and experimentation with their anatomical features.
The first one looks more funny than threatening. The second one, despite having his skeletal structure very close to a real dinosaur, ended up looking a lot like a chicken (it makes sense, as birds are believed to be direct descendants of dinosaurs: http://www.ucmp.berkeley.edu/diapsids/avians.html).
An interesting case of when a more anatomically believable approach for a creature design can conflict with the "symbolic" needs of a character, specially one of a very known genre/species.
Everyone I've shown this second design said that it lacked that threatening feel of dragons and that it looked too much like a chicken.
It's amazing how, despite nobody having ever seen a dragon and everybody believe they are only fiction characters, everybody have a very clear picture of how a dragon should look like, their signs (bat-like wings, lots of big sharp teeth etc) and how people look instantly for these signs when someone show them a picture of a dragon.
I still think a dragon whith very dinousaur-like features would be a very cool approach, I think it's good to try to avoid clichés. But in this specific case, unfortunately, one of the foundational concepts I was moving toward was that of a menacing, threatening creature.



Já no design 3 o dragão partiu para um visual mais ameaçador, agressivo, e mais exagerado, quase caricato. O design 4 dificilmente seria aprovado em algum filme, animação ou livro, mas não deixa de ser interessante. :-) E pode parecer surreal, mas não é nem um pouco. A natureza está cheia de coisas assim. Como os pterossauros, nos quais eu me baseei - muitos têm um visual mais louco até do que isso.

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Now in design 3 the dragon turned to a much more threatening, agressive direction, and more exagerated, almost caricatured. I guess design 4 would be very hard to get approval in a movie, animation or book, but I believe it's a very interesting look. Weird, but interesting. :-) It may seem surreal, but don´t believe so. Nature is full of bizarre things like this. Like pterosaurs, in which I based it off - many pterosaurs have an appearance even crazier, funkier than this.

ADT - Cartoon animation


Freela de animação tradicional para Ian Sampaio, meu irmão. Animações dirigidas por ele (direção de arte), para uma empresa de dispositivos e serviços de segurança chamada ADT.
Minha parte foi fazer a animação dos personagens em 2d, que serviu como base para "rigs 2d", marionetes feitas no After, versão digital de marionetes feitos de recortes de papel. Daniel Makino, Ian e Carlo Médici Barrela animaram essas marionetes no After. Por isso o visual da animação acima é bem esboçado, simples, e a quantidade de quadros por segundo é uma fração do que está no resultado final. Não precisava de mais do que isso.
Como a compilação que fiz acima é bem "making of", se algo não fizer sentido, aqui fará, nas animações finais (linkei da página de Ian no Vimeo):

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Traditional animation freelance work, a service for my brother, Ian Sampaio, for a pack of 4 animations he directed, for a security devices and services company, ADT.
My job was to animate the characters in 2d, and this base animation was used as a reference for a kind of 2d rigged characters, puppets put together in After Effects.
Daniel Makino, Ian and Carlo Médici Barrela animated these rotoscoped puppets.
This is the reason the look of the animation above is very rough, sketchy, and theamount of drawings per second is only a fraction of what you'll see in the final animations. There was no need for more than this.
As the montage I've put together above is a kind of "behind the scenes", if something make no sense for you, here it'll make, in the final animations (I linked it from Ian's page on Vimeo):





Para créditos da equipe de animação:
http://www.vimeo.com/7241048
Site da ADT:
http://www.adt.com.br/

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For animation team credits, go to:
http://www.vimeo.com/7241048
ADT's site:
http://www.adt.com.br/


19.10.09

Nickhits - CG animation


Freelance como generalista 3d para as produtoras paralelo design e piloto.tv, para a identidade visual do canal Nickhits, novo canal da Nickelodeon.
Fui responsável por coordenar toda a parte do 3d (tudo no vídeo acima) e trabalhar como generalista, incluindo simulação de líquidos e simulação usando ncloth (para o aspecto elástico e deformável da gosma), e também composição e pós do 3d.
Coordenei e fui ajudado por Fernando Magalhães, freelancer generalista, que trabalhou principalmente nos bumpers e endtags, dando uma força também com o ID e o logo base que aparece sacudindo.
As peças são as que aparecem acima, sendo que os endtags foram 4, mas como eram bem parecidos, achei melhor mostrar um só e encurtar o vídeo.
Para ver as animas finais e créditos completos da equipe envolvida:
http://vimeo.com/7087698
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Freelance work as 3d generalist for the houses paralelo design e piloto.tv. A complete design ID for Nickhits , Nickelodeon's new channel.
I was responsible for coordinating all the 3d stuff (it´s all in the video above) and work as generalist, including fluid simulation and ncloth simulation (for the elastic properties of the slime), and also helped with composition and post-production of the 3d parts.
I coordinated and was helped by Fernando Magalhães (Peehalho), generalist freelancer, who worked mainly on the bumpers and endtags, helping also with the ID and the logo we used as a basis for the final shacking logos.
The pieces were the ones shown above, and the endtags were 4, but I´ve put only one in the montage above, to make it shorter.
To see the final animations and complete team credits, go to:
http://vimeo.com/7087698

18.10.09

Antartica Subzero - Set Design




Design de concepção de cenário para a cerveja Antartica Subzero, freela para a produtora Garage Interactive, feito no início de Junho.
O que foi muito legal nesse freela é que o briefing foi bem simples e a liberdade pra criar o design do set foi quase que total, sem referências em trabalhos já feitos, apenas fotos de maquinário de fábrica de cerveja etc. Tipo de freela muito bem-vindo. :-)

Clique nos cantos da imagem para ver imagens salvas durante o processo (making of).

Nos próximos dias vou postar mais alguns trabalhos comerciais feitos de Abril pra cá. Trabalhos de animação 3d, 2d e design de concepção + CG (generalista).

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Concept design work for a new line of beer, Subzero, beer brand: Antartica. A freelance work for Garage Interactive, I´ve done in June.
A very cool thing about this freelance work is that the briefing was very simple and the freedom to create the set design was almost total, without reference from other ad works done before, only photos from beer factory machinery etc. A kind of freelance that is very welcome. :-)

Click in the image sides to see work-in-progress images.

In the next days I'll post here some other comercial works made from April to this day. 2d animation, 3d animation, and concept design plus CG work as generalist.

10.10.09

Evolutions: Acroceronte


Ilustração mais detalhada a partir do esboço anterior.
Animal dócil, cresce e vive a vida inteira nas galerias de cavernas onde o capim cresce no teto, tentando fugir dos parasitas do chão úmido.
A cada dez acrocerontes, nove sofrem de melancolia e 5 de depressão crônica. Alguns estudiosos acreditam que esses sintomas são causados pelos ventos uivantes que sibilam nas galerias combinados à comovente beleza das flores do capim e à solidão da vida nas cavernas.
Outros crêem ser apenas uma infeliz coincidência evolutiva, onde os acrocerontes mais aptos a se alimentar nas cavernas possuíam genes "depressivos".
Curiosamente, os acrocerontes não possuem predadores naturais, a não ser a tristeza dos seus corações. Sim, a tristeza vinha sendo através de milhões de anos a única fraqueza desses fortes e belos animais.
Mas recentemente essa deixou de ser a única ameaça. Infelizmente, os acrocerontes estão ameaçados de extinção no seu planeta, devido à excessiva demanda pelos seus chifres, no sistema solar de Dschubba, na Coroa de Escorpião.
Uma fundação daquele planeta conhecida como A.S. (Akrokerontoras Sotherei) tenta evitar essa tragédia.
Esses são apenas alguns dados, e muitos mistérios existem em torno desses seres.

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A more detailed rendering of the sketch below displaying a bull-like animal.
Acrocerontes grow up and live all their lives in the cave corridors where the grass and grains grow up in the ceiling, trying to escape from the parasites which live in the wet floor.
Among each ten born acrocerontes, nine suffer from melancoly, sadness, and 5 suffer from chronical depressive moods. Some specialists believe this symptoms are a side effect of the moaning winds which blow in the caves, along with the moving beauty of the grass flowers and the loneliness of the life in the caves.
Others believe this is just an unfortunate coincidence of genetic evolution, in a setting where the acrocerontes which were more capable of surviving were beholders of "depressive" genes.
Curiously enough, acrocerontes have no natural predators, only dying by the sadness in their hearts. Yes, sadness has been, during millions of years, the only weakness of this strong and beautiful beasts.
But unfortunately, lately this is not the only treat. Acrocerontes are bearing extinction in its home planet (star system of Dschubba, in the "Crown of Scorpio"), caused by the excessive demand for its horns.
A foundation of that planet, known as A.S. (Akrokerontoras Sotherei), exists to try and avoid this tragedy.
But these are only some of the facts regarding them, and many mysteries exist around these beings.

9.10.09

Sketches







29.9.09

Pequena reflexão (Just a little thought)

PEQUENA REFLEXÃO, MAS LONGA
E sem citações, nem bibliografia - me desculpem os acadêmicos, "my fault", "I'll take all the blame"
(acabei citando Kurt Cobain! Óia! Ahhh. Depois vou dar um jeito de citar outro filosófo que gosto muito: Bob Marley! :-)).

(I'll translate the text below to english as soon as I have time to do so. Sorry about it until them)

Como esse aqui é um espaço para publicação de trabalhos de design, feitos sob encomenda e restrições, mas também e principalmente de livres-criações e outras coisas "livres",
vou colocar aqui uma pequena reflexão. Nada demais, nada para ser levado muito a sério.
Vou começar me contradizendo e dizendo aliás, que acho que nenhuma reflexão que a gente pare pra fazer possa ser chamada de pequena.
E que acho que reflexão vem antes de trabalho. Ambos são complementares, mas acho que nos dias de hoje o desequilíbrio está deixando
a reflexão muito em desvantagem.

E que até se você trabalha sem refletir, sem momentos de meditação (não precisa ser transcendental, sentado em posição de lótus,
tô falando de parar um pouco e ficar calado pensando mesmo - já serve) e conscientização, você pode viver anos sem nem saber para quê está realmente
trabalhando, porquê, nem se está fazendo da melhor forma. Ou seja: vivendo apenas como uma engrenagem.

E a motivação dessa reflexão aqui é justamente o fato de que tenho trabalhado demais, sem interrupção e não tenho tido tempo suficiente, o tempo que
gostaria para pensar sobre a vida, meditar, filosofar, refletir sobre as coisas, sobre as pessoas, sobre os fatos passados e possibilidades para o futuro.
A sensação que me dá às vezes (exagerando a título de ilustração) é que a "era das máquinas", tão profetizada e temida pelo imaginário coletivo
nos filmes já começou. Porque apesar de toda a riqueza acumulada e gerada, todos os produtos manufaturados pelo homem, bilhões a cada segundo,
muitas pessoas continuam tendo que trabalhar insanamente, num ritmo que lembra o início da era industrial. E como se não bastasse esse frenesi no
ritmo de trabalho, há também um frenesi no ritmo e no volume de informação que recebemos a cada segundo (tô falando de internet, principalmente).
São dezenas de links de sites que te enviam por dia, dezenas de links para vídeos, para trabalhos de artistas novos que estão "bombando em alta", na moda
(e eu ainda cá no meu ritmo, ainda digerindo, admirando e apreciando o trabalho dos artistas que me impressionaram quando era adolescente, eu cá ainda
estudando maravilhado as suas obras e tentando decifrá-las). E o pior: são tantos links, tantas novidades, produções novas, criações que te enviam por
email que você às vezes acaba nem dedicando toda atenção, apreciação e REFLEXÃO a uma obra que acabou de ver, quanto ela mereceria. Já me vi em
certos dias passando rapidamente o olho por um curta de animação fascinante ou site de um desenhista fora-de-série. Passando rapidamente o olho! Imagine.
Isso é péssimo. Imagino que os artistas por trás dessas obras/produtos jamais quiseram ser vistos de forma "tão descartável". Não falo pelo ego deles, mas
pela dedicação e paixão que colocaram naquilo. No tempo que dedicaram àquilo.

Eu posso até entrar numas de me enganar e dizer pra mim mesmo que aguento esse volume de informação, e seguir lendo, dando um único "play" numa animação
sensacional, passando o olho sobre uma composição gráfica brilhante, ouvindo metade de uma música belíssima que nunca tinha ouvido, observando
por 5 segundos uma foto enigmática e maestral, "batendo o olho" numa filmagem de um dançarino ou dançarina lendária, lendo só 2 parágrafos de um manifesto
de um escritor vivido e sábio e fechando sem tempo de ler o resto...

Mas um efeito colateral certeiro e garantido disso é que eu não terei sido um receptor real daquela criação. Não terei assimilado, digerido,
compreendido ao menos uma parte razoável dela, me modificado por ela, crescido ou ampliado meus horizontes de alguma forma.
Cada uma dessas coisas, cada única coisa acredito que devíamos ficar dias e dias vendo e revendo. Se possível semanas, meses, anos. Claro que não sempre
ou exclusivamente (isso vai depender do grau de obsessão e compulsão de cada um), mas com frequência, interesse. Fidelidade.
Eu não me esqueço de quando soube certa vez que um grande professor meu de faculdade e um amigo muito legal, André Setaro (e excelente crítico e estudioso de cinema),
assistia Cidadão Kane toda semana ou todo dia, não lembro com exatidão a frequência. Mas achei isso muito legal. Isso bateu com a forma
como eu também me relaciono com as criações que vi e gostei. Não porque eu seja obcecado nem louco ou autista (não acho que seja, mas também não tem
o menor problema se eu for, hehehe), mas porque as criações em si pediam isso. Semanas, meses para serem compreendidas.
Compreendidas um pouco mais, melhor dizendo. Porque, por exemplo, alguns desenhistas de quadrinhos cuja obra acho fascinante, até hoje, depois de mais de 15 anos,
quando releio, depois de um tempo esquecidos na estante, sempre descubro cacetada de novas dimensões e "portas" para enriquecer a viagem na
narrativa ali diante de mim. Facetas que não tinha percebido antes, por imaturidade ou mera incapacidade de compreender tudo de vez num insight.

Usando o termo que um amigo de faculdade, Zé Falcon, costumava usar: minha preocupação é com o "trabalho alienado". O trabalho que você faz de forma repetitiva,
sem precisar pensar, como máquina. E isso combinado com um ritmo pesado de trabalho. E combinados com a falta de tempo para refletir, pensar sobre a vida e amadurecer.
Trabalhar sem parar, sem parar pra adquirir consciência e ampliar os horizontes, pra mim soa como, por exemplo, entrar na escola, chegar até uma certa série (oitava, por exemplo)
e seguir concluindo e cursando-a de novo em todos os anos seguintes.
Acho que o ser humano tem vida e inteligência demais para viver como uma engrenagem. Tem muita capacidade de criar para viver sempre repetindo. Não que precise sempre criar,
nem que a repetição não tenha sua utilidade. Mas a repetição vem depois, é só um meio para a fixação do processo, é metade da equação de um ofício.
Mas a real é que infelizmente, pela forma como as coisas estão estruturadas, as pessoas se vêem obrigadas a trabalhar pra caralho, a viver como um remador nas galés, porque
tudo é caro, tudo é pago, e pra piorar tudo ainda é exibido o tempo todo para despertar sua vontade pelo que é caro e pago. Como um chef, um cozinheiro dançando o dia todo na sua
frente com um frango assado "no bafo" numa bandeja e sorrindo e te chamando. E mesmo que o indivíduo não seja consumista, chegado a gastar, comprar e se atualizar, mesmo assim
a mera sobrevivência ainda é cara. Aluguéis, cartões de crédito, telefones, parcelas etc etc. São os seus senhores feudais exigindo a sua cota, a sua parcela nada pequena da colheita que
você trabalhou o ano todo como um condenado para obter.
Acho que algumas palavras/frases muito importantes estão em desuso, marginalizadas, e até associadas à preguiça:
Reflexão.
Equilíbrio.
Tempo.
Tempo para digerir as coisas novas (criações, resultado da expressão de indivíduos e suas sensibilidades).
Tempo para amadurecer idéias. Para que as informações novas amadureçam dentro de você e criem raízes e floresçam no seu subconsciente.
Tempo para estudar obras maestrais, clássicas.
Tempo para meditar sobre sua vida, dentro e fora de você, sobre os fatos e as pessoas. Para não repetir os mesmos erros, para não demorar de mudar o que pode ser mudado.

Pode ser que eu pense assim por ser baiano, precisar de mais tempo. Quem sabe. Não sei se é por causa disso, mas graças a deus sempre achei importante refletir.
Aquela hora antes de ir dormir, no escuro com os olhos fechados. Sem novos estímulos sensoriais atrapalhando a "análise dos dados" do dia que passou.
Falando informalmente: eu acho muito mal o cara ser encostado, preguiçoso, ficar vivendo às custas dos outros etc. Acho deplorável. Mas acho que ainda pior é o cara um belo dia levantar
da sua cadeira no trabalho, do seu pc, mac, T-1000, hal ou que máquina for, e perceber que a vida passou, ele está velho, e não fez nada do que planejou e SONHOU fazer.
Como já dizia aquela figurinha tão sábia, Buda, "equilíbrio". Acho que tá faltando equilíbrio no modo de vida de muita gente hoje. Inclusive no meu. Para ter esse equilíbrio tem muitos
ingredientes faltando. Alguns que sugiro são os citados acima. Com certeza você que está lendo deve ter outros. "Ou não", como diz Caetano.
Talvez seu ritmo de fruição, pensamento e
vida case perfeitamente com o ritmo insano da época online, conectada. Talvez você ache que uma música de Rachmaninov só precise ser escutada uma vez, Lawrence da Arábia assistido
apenas uma vez (ou nunca), O Clube da Luta e o Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças só ver um pedaço já está bom, um trecho apenas de Heart-Shaped Box, ou nem isso.
Não tenho a pretensão de querer impôr nada aqui. Apesar de prolixo, esse texto é apenas uma reflexão. Uma pequena reflexão.
Pequena mesmo, para a idade que já estou.

14.8.09

The Great Berbere Horses




Os grandes cavalos Berbere.
Clique na imagem depois nos botões "next" e "previous" para ver algumas variações.
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Clique onto the image, then in the "next" and "previous" buttons to see variations.

12.8.09

Study


10.8.09

Speedpaint



Acabo de perceber que o blogger quando compacta as imagens pra hospedar, perde informação de vermelho. Deixa o vermelho um pouco lavado.

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I just noticed that blogger's codec pass after uploading dimishes red channel's strength.

30.7.09

O Assassino do Doutor Toh


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THE MURDERER OF DOCTOR TOH

21.7.09

Escultura 3d (ainda sendo feita)

Work in Progress - 3d sculpt from Athos Sampaio on Vimeo.


Falta terminar a anatomia, mas tá perto. Ele terá uma roupa esfarrapada, uma espada de cavaleiro medieval, botas, um manto, arco e flechas.

Se quiser ver com mais definição, clique para ligar HD. E também, pra não ter que ficar dando play, se quiser ver girando várias vezes: botão direito sobre o vídeo, depois "loop is off".
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3D SCULPT (WORK IN PROGRESS)

Anatomy is near finishing. He´ll have very worn clothes, a medieval knight´s sword, boots, a cape, a bow and some arrows.

Turn HD on to see it in high resolution. Also, if you wish to see it looping again and again, right-click over video and "loop is off".

20.7.09

Rua Colonial


Lembre de clicar nas imagens para ampliar! :-)

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COLONY STREET

Remember: click on the images to see it full sized! :-)

Camping (speedpaint)

Estudo - Perfil (auto-retrato)


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STUDY - SELF-PORTRAIT IN PROFILE